Título: A Vida Sexual da Mulher Feia
Autora: Claudia Tajes
Ano: 2005
Número de páginas: 136 
Editora: Agir

Sinopse: "Eu sou o que todo mundo chama de mulher feia. Não muito feia, tipo de mulher que, segundo alguns, tem lá os seus encantos. Cansei de ler que Cleópatra era muito feia, e ainda assim teve Júlio César e Marco Antônio e mais centenas de homens que quis. Mas claro que ser rainha devia facilitar um pouco as coisas.
Eu sou aquela que muda o cabelo e sempre fica pior, que sai de roupa nova e ninguém repara, que passa festas inteiras fingindo que dança com os amigos, quando na verdade está dançando sozinha."

Num texto muito bem-humorado, a gaúcha Claudia Tajes descreve aventuras da mulher feia, desde o tratamento diferenciado que recebe na família e na escola até os relacionamentos amorosos na vida adulta. 



O que achei: Apesar do título, o livro em si não é nada pornográfico. A história é sobre uma mulher, Jucianara, que já pelo nome podemos imaginar qual seria o assunto, né? Ju, seu apelido carinhoso, descreve tudo pelo que teve que passar desde a infância até se tornar uma mulher adulta, e convenhamos, nada bonita. Ela conta como é a vida de uma pessoa que já nasce feia até no nome. Como ela, muitas outras pessoas que se denominam - e que ela também descreve - como feias acabam passando pela história e, consequentemente, na vida de Ju. Aldomara, Catilene e Tiaraju são bons exemplos.
Ju vai sofrendo desilusões amorosas desde a infância, quando levou o primeiro fora ainda no pré-primário de um menininho que a chamou de feia. Desde então, Ju cresceu sem conseguir nenhum namorado, pois depois que os homens iam pra cama com ela logo em seguida desapareciam como fumaça.
Conheceu alguns caras legais pelo caminho, mas nenhum que aceitasse passar o resto da vida ao seu lado. Por ser gordinha, achava que a combinação de feiúra + gordura era a completa razão para as suas infelicidades amorosas, até conseguir um emprego em uma rádio e fazer um grande sucesso com seu jeito engraçado. Ju passou a responder perguntas das mulheres que enviavam cartas pra rádio pedindo ajuda ou apenas pra desabafar. Em pouco tempo, com seu jeito irreverente e as respostas mais afiadas que faca amolada, ela virou a sensação da rádio.
E foi então que ela percebeu que 'ser feia não é apenas uma deformação da estética. A mulher feia é um estado de espírito', como Claudia Tajes diz no livro.
Morri de rir com o jeito de Ju, ainda mais porque acabei me identificando com ela em alguns aspectos. Mas não por ser feia, e sim em situações que qualquer mulher, feia ou não, corre o risco de enfrentar.

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